PROGRAMA DE ESTÁGIO 2018

Estão abertos para 2018 as inscrições para o programa de Estágio Voluntário da ONG Coati Jundiaí. Os projetos estão listados abaixo, em caso de dúvida entre em contato por email ou pelo telefone (11) 99500-2444.

Projetos:

– De Olho no Óleo: Implantação de sistema separador de água e óleo de baixo custo em oficinas mecânicas visando o controle da poluição difusa.

– Resíduos Químicos: Implantação de sistema de controle de geração de resíduos químicos em laboratórios de instituições de ensino.

– Extratos de Plantas: Dimensionamento de planta piloto para produção de extratos vegetais e óleos essenciais.

– Educação Ambiental e Estudo do Meio: Projeto de implantação de sistema de recepção de escolas e empresas em área de mata atlântica para atividades de estudo do meio e educação ambiental.

– Alimentação Orgânica: Projeto de plantio de hortaliças e aromáticos para o mercado.

Visita a Serra do Mursa

Representantes das Ong’s Caminho Verde e COATI, e dos departamentos de Meio Ambiente e Cultura da Prefeitura de Campo Limpo Paulista, estiverem nesta quarta-feira (19) em visita a Serra do Mursa, também conhecida como morro do Elefante, parte integrante do complexo Serra dos Cristais, com elevação de aproximadamente 1080m.
Recentemente um incêndio destruiu toda área de topo da Serra seguindo em direção à mata, que por apresentar uma umidade relativamente alta, conteve o avanço das chamas impedindo um maior alastramento.
A equipe encontrou muito lixo pelo caminho e também utensílios​ para preparo de refeições. A região é procurada por aventureiros para caminhadas, acampamentos e trilhas com bike.

Em breve as entidades Caminho Verde e COATI, em parceria com prefeitura de Campo Limpo Paulista (Coordenadoria de Meio Ambiente) pretendem realizar um evento em conjunto em favor da Serra do Mursa. Aguardem!!!!

II Seminário Inovação e Metodologias Alternativas de Ensino

Ocorreu no último dia 27, em Jundiaí o II Seminário Inovação e Metodologias Alternativas de Ensino promovido pelo ILADEC – Campinas em parceria com a ONG COATI.

Dentre os palestrantes, a vice presidente da COATI, Márcia Brandão Carneiro Leão fez uma palestra sobre A Contribuição Individual e o Desenvolvimento Sustentável.

Este seminário foi dirigido principalmente a educadores, administradores escolares, professores, pedagogos, estudantes de pedagogia e interessados na área de educação.

 18619943_228228291004023_5908122654475977488_n

18670876_229949480831904_5539762762537666140_n

18671007_229949470831905_4468208732380153849_n

18699965_231001347393384_7611842405196938296_n

18700204_231001280726724_8807310055827587215_n

18740108_231001350726717_4048400482993204523_n

18740245_231001294060056_5691122829332487805_n

18740594_231001437393375_2148852819107396652_n

18765562_231001330726719_5984527945947712515_n

18765668_231001287393390_8914207880574748874_n

18766123_231001260726726_7261328792137470298_n

18767726_231001434060042_2445519210007727782_n

18813441_231001334060052_2055443689733953112_n

18835912_231001264060059_3121513604674760398_n

 

PROGRAMA DE ESTÁGIO COATI 2016

Os interessados em participar do programa de estágio da ONG COATI devem, obrigatoriamente, ter vínculo com alguma instituição de ensino (estar regularmente matriculado) e ser um associado do COATI. Inicialmente são necessários os seguintes documentos:

– Acordo de cooperação (documento celebrado entre a instituição de ensino e o COATI);

– Termo de compromisso de estágio (documento celebrado entre a instituição de ensino, o COATI e o aluno);

Ficha de Cadastro do programa de estágio do COATI;

– Ficha de filiação (documento que confirma o aluno como associado à entidade mediante pagamento de anuidade);

As atividades do programa de estágio são definidas caso a caso e de acordo com o curso do aluno. As linhas de trabalho e demais orientações são discutidas em reunião com a equipe multidisciplinar em datas pré agendadas.

No 2º semestre de 2016 as datas e horários das reuniões da equipe multidisciplinar serão:

09/07/2016 – 15h30min.

06/08/2016 – 15h30min.

10/09/2016 – 15h30min.

Nas reuniões serão apresentadas as opções de atividades para cada curso e serão elaboradas as estratégia para realização dos estágios, incluindo acompanhamento e definição do cronograma de trabalho e cumprimento das horas curriculares.

Venha fazer parte!

Dúvidas?

Entre em contato: coati@coati.org.br

Alunos do UNIANCHIETA desenvolvem sistema de baixo custo para tratamento de efluentes oleosos

Os alunos do curso de Engenharia Química, Charles Cossimatti, Sidnei Brito e Mayra Lage, realizaram um projeto para tratamento de resíduos oleosos provenientes de Retíficas de Motores. Em parceria com a ONG COATI (utilidade pública municipal) essa atividade foi desenvolvida dentro do programa de estágio da entidade, que inicialmente identificou o problema de contaminação por resíduos oleosos, muito comum em oficinas com atividades de desengraxe e lavagem de peças (cabeçotes) de veículos automotores.

Após visita à RETÍFICA FOCO, próximo ao campi Pedro Fornari, os alunos verificaram o problema, coletaram amostras para análises laboratoriais e iniciaram o dimensionamento do sistema de tratamento específico para aquela situação.

“Todos os materiais utilizados para montagem das caixas são de baixo custo, e não há qualquer adição de produtos químicos e nem uso de eletricidade, o que torna o sistema extremamente sustentável” comenta a Diretora de Projetos da entidade e orientadora da equipe, Profa. Raquel Carnivalle Melillo.

O sistema é constituído por 3 tambores, sendo que o primeiro recebe o efluente contaminado e promove a decantação do sólido em suspensão (1). O segundo recipiente recebe o efluente com o óleo sobrenadante (2), que é coletado em uma canaleta localizada no nível da lâmina d’água (3 e 4). Por fim, o terceiro tambor (5) recebe a parte do efluente isenta de óleo residual, pronto para descarte na rede coletora de esgoto (6).

 

Além disso há ainda a possiblidade de implantação de um reservatório para reutilização da água de descarte em lavagem de peças com maior concentração de graxas numa lavagem preliminar, o que pode contribuir para economia no consumo de água da oficina.

Dados fornecidos pela prefeitura municipal dão conta que existem cerca de 200 oficinas cadastradas na cidade, não considerando os estabelecimentos informais. Uma retífica de médio porte utiliza cerca de 100 litros de óleo diesel por mês, o que representa um volume aproximado de 20.000 L/mês de materiais oleosos descartados inadequadamente na rede de coleta de esgoto no município.

“A associação de pequenos poluidores pode causar um enorme impacto ao meio ambiente e aos sistemas de tratamento de esgoto, uma vez que as técnicas convencionais são muito sensíveis a esse tipo de contaminante, por isso é muito importante o descarte de qualquer óleo à rede coletora” afirma César Toledo, Diretor Geral do COATI.

O custo para implantação desse sistema é de aproximadamente R$ 87,00 , valor muito aquém aos equipamentos de mercado custam em torno de R$ 2.500,00.

Os testes físico-químicos apontam uma melhor qualidade da água para descarte em rede de esgoto, com possibilidade de reutilização no próprio processo de lavagem.

“A realização desse projeto só foi possível graças ao apoio da Instituição UNIANCHIETA, que disponibilizou o uso dos laboratórios para realização dos testes e à coordenação do curso de Engenharia Química, na figura do prof. Flávio Gramolelli” comenta Charles Cossimatti, aluno de graduação.

“Participar desse projeto foi além de grande oportunidade de crescimento profissional, pois, consegui colocar em prática conhecimento adquirido no decorrer do curso, foi também, de crescimento pessoal, uma vez que pude notar a importância desempenhada por cada pessoa na preservação do meio ambiente e seus recursos” afirma Mayra Lage, estudante de Engenharia Química.

Em tempos da maior crise hídrica da história do Estado de São Paulo, propostas como essa podem contribuir de maneira muito significativa para economia e conservação de nossas águas e preservação dos mananciais de abastecimento.

Fig.1 – Garrafas PET utilizadas no processo de descontaminação

Fig.2- Sistema instalado em funcionamento

Fig.3 – Separação do resíduo oleoso

Fig. 4 -Resíduo após lavagem dos cabeçotes

Fig. 5 – Cabeçote de veículo

Militantes consideram inútil Alckmin oficializar crise hídrica sem propor ações

bacia_tiete

“Sem definir ações para enfrentar crise, como se dará gestão do recurso e atendimento se a situação piorar, tudo o que o governo faz é propagar o caos social”, diz integrante do Coletivo de Luta pela Água

Um ano e oito meses após admitir publicamente que São Paulo enfrentava a pior seca em 84 anos, o governo de Geraldo Alckmin declarou ontem (18), oficialmente, que a bacia hidrográfica do Alto Tietê, que compreende toda a Região Metropolitana de São Paulo, está em “situação de criticidade hídrica”. O Coletivo de Luta pela Água, que reúne movimentos sociais e sindicatos, considera, no entanto, que tal declaração é inútil sem a proposta de ações para enfrentamento da crise que deveria constar do Plano de Contingência anunciado muitas vezes mas nunca oficializado pelo governo paulista.

A Portaria 2.617, publicada no Diário Oficial de ontem pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica de São Paulo (Daee), “determina que ações de caráter especial deverão ser adotadas visando a assegurar a disponibilidade hídrica de modo seguro e eficiente”, mas não especifica as medidas. “Sem definir quais são as ações para enfrentar a crise, como se dará a gestão do recurso e o atendimento se a situação piorar, tudo o que o governo faz é propagar o caos social”, afirmou Hamilton Rocha, membro do coletivo.

Conforme a RBA denunciou no início deste mês, após seis meses de existência o Comitê de Crise Hídrica, criado por Alckmin para debater e elaborar propostas para enfrentamento da seca, inclusive o Plano de Contingência, não produziu nenhum resultado.

Considerados todos os reservatórios, a Região Metropolitana tinha, na segunda-feira (17), 489 bilhões de litros de água, o correspondente a 22,7% de toda a capacidade dos seis sistemas de abastecimento: Alto Tietê, Guarapiranga, Alto Cotia, Cantareira, Rio Grande (Billings) e Rio Claro. Este último não está na bacia do Alto Tietê.

O Cantareira está hoje 12,6% abaixo do nível normal de captação, utilizando a água do volume morto das represas. Em situação pior do que há um ano, quando estava em 5,8% negativo. Alguns reservatórios estão em melhores condições que no mesmo período do ano passado, mas as chuvas estão ainda mais fracas do que normalmente são nesta época do ano e o inverno tem tido temperaturas altas, o que aumenta o consumo de água.

Para Rocha, a situação é realmente grave “e o governo Alckmin parece estar projetando uma situação muito pior para o final do ano”, avaliou. Por esse motivo teria declarado a “criticidade”, em um momento que os reservatórios estão mais cheios do que em janeiro deste ano, por exemplo, quando havia 279 bilhões de litros de água em um sistema que pode armazenar até 2,1 trilhões de litros.

Completamente cheios, os sistemas poderiam abastecer os 20 milhões de habitantes da Região Metropolitana de São Paulo por um ano e meio, aproximadamente. Hoje, Rocha estima que, sem chuva, as represas sequem até o final do ano.

Quinta-feira (20) e sexta-feira (21), o Ministério Público Estadual de São Paulo vai realizar audiência pública para ouvir a população e especialistas sobre as consequências e responsabilidades pela crise hídrica. Qualquer pessoa pode participar e levar documentos ou relatos de falta de água, contaminação ou outras denúncias.

O Coletivo de Luta pela Água também criticou o fato de a proposta do governo ser a ampliação da fiscalização sobre poços e captações de água sem autorização. “No início do ano o governo já tinha multado muitos pequenos agricultores da região por utilizarem água. Mas até agora não vimos nenhuma medida sobre os contratos de demanda firme. É vergonhoso”, disse Rocha.

Pelo modelo de demanda firme empresas com grande consumo de água – no mínimo 500 mil litros por mês – firmam contratos vantajosos com o governo paulista, pagando tarifas que variam de R$ 3,43 a R$ 10,35, por mil litros. Muito menos do que os consumidores comuns, que pagam R$ 20,64.

Somente em 2014, os 526 contratos tiveram um consumo de 25 bilhões de litros de água. Valor que supera o consumo anual de água – residências, indústrias, comércio – da cidade de São Caetano do Sul, na Região Metropolitana: 14 milhões de m³, para 156 mil habitantes (dados de 2013).

Rocha avaliou que uma nova ofensiva contra os pequenos agricultores, que já sofrem com a falta de chuvas, pode levar à redução da produção de hortaliças, causando desemprego no setor da agricultura familiar e provável encarecimento dos alimentos nas feiras e mercados. “Produzindo uma crise de escalas imprevisíveis quando, na verdade, o setor agrícola representa pouco mais de 1% de todo o consumo de água na região metropolitana de São Paulo”, conclui.

Fonte: Rede Brasil Atual